quinta-feira, janeiro 21, 2010
domingo, outubro 25, 2009
ASSUNTO: FUNÇÃO DA PALAVRA "SE"
No trecho: "Porque esta civilização pifou, ou nunca se criou.", o SE é:
a) indertemina o agente da ação verbal
b) é um pronome apassivador
c) indica a reflexibilidade da ação verbal
d) oculta e indetermina, ao mesmo tempo, o agente da ação verbal.
e) oculta o agente da ação verbal
Professor, eu respondi letra "c", mas a correta é "b". Não entendi por que e gostaria que o senhor tirasse minha dúvida.
Obrigada.__________________________________________________________
Prezada aluna,
Quando lemos um texto ou um fragmento de texto nem sempre nos deparamos com um sistema sempre exposto de maneira direta e explícita. Muitas vezes os elementos em uma determinada oração vêm deslocados ou implícitos. Por isso, a análise da oração deve ser bastante cuidadosa para que possamos compreender o que se quis dizer. É o que acontece na oração sobre a qual você teve dúvida. Vejamos então:
Para entendermos, explicitemos seus implícitos.
"Porque esta civilização pifou, ou nunca se criou."
Porque esta civilização pifou, ou (porque) esta civilização nunca se criou.
Note que o verbo criar é TRANSITIVO DIRETO e o a palavra CIVILIZAÇÃO está ligada a ele. Nesse caso, o SE deve ser considerado como PARTÍCULA APASSIVADORA. No entanto não podemos afirmar que, caso o verbo seja transitivo direto, o SE será obrigatoriamente pronome apassivador.
Façamos alguns relações de equivalência:
CRIOU-SE ESTA CIVILIZAÇÃO.
VTD P.A. SUJEITO
VENDE-SE CASA.
VTD P.A. SUJEITO
CONSERTA-SE RELÓGIO.
VTD P.A. SUJEITO
Nesses três casos citados, o pronome é apassivador. Porém há casos sobre os quais pairam muitos equívocos. Sua dúvida, portanto, é pertinente quanto a confundir o pronome apassivador com o pronome reflexivo. No entanto posso te ajudar a fazer a diferença. Leia as orações abaixo:
A) ESTA CIVILIZAÇÃO SE CRIOU.
B) O MENINO SE CORTOU.
Note que a oração A, estando na voz passiva sintética, pode ser transcrita para a voz passiva analítica. Veja:
A2) ESTA CIVILIZAÇÃO FOI CRIADA POR ALGUÉM.
Após a transcrição, podemos perceber que o elemento criador (agente) não é igual ao elemento criado (paciente).
ELEMENTO CRIADOR = ALGUÉM
ELEMENTO CRIADO = ESTA CIVILIZAÇÃO
Já quando tentamos transcrever a oração B, percebemos que não é possível semanticamente. Isso quer dizer que não está na voz passiva, mas sim na voz reflexiva. Note que o elemento agente coincide com o elemento paciente.
B2) O MENINO FOI CORTADO PELO MENINO.
ELEMENTO AGENTE = MENINO
ELEMENTO PACIENTE = MENINO
Espero que eu tenha tirado sua dúvida.
Um forte abraço,
Prof. Tiago Xavier
quarta-feira, outubro 14, 2009
sábado, outubro 03, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
ASSUNTO: Pode-se usar CRASE em começo de parágrafo?
Prezada aluna,
Creio que sua dúvida sobre crase agora vem do fato de se saber como ela poderia existir no início de parágrafo já que antes não haveria nem verbo nem nome que exigisse preposição. No entanto deve lembrar que nem sempre as orações aparecem em sua ordem direta (SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + ADJUNTO ADVERBIAL). Observe a oração abaixo:
À praia irei se fizer sol amanhã.
Note que a CRASE ocorreu porque o verbo IR exigiu preposição e a palavra praia, que deveria ter aparecido depois do verbo, é feminina. A crase, portanto, ocorre normalmente. A ordem direta da oração destacada seria:
Irei à praia se fizer sol amanhã.
Há outro caso que pode ser citado. Dessa vez se trata de um caso no qual o acento grave é obrigatório, isto é, quando são empregadas locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas femininas.
Às vezes tenho a impressão de que ela gosta de mim.
Espero ter ajudado novamente.
Um forte abraço!
Prof. Tiago Xavier
sábado, setembro 19, 2009
Não há uma maneira de você saber aplicar o acento grave em todas as suas ocorrências sem saber todas as regras. No entanto, tenho uma diga que pode funcionar na maioria dos casos, excluindo apenas as exceções. Antes de tudo, devo deixar claro que o acento grave só pode ser usado, em sua maioria, antes de palavra feminina e quando a palavra anterior exige uma preposição. Vejamos, portanto:
Consideremos a seguinte oração:
VOU A CIDADE COM PEDRO.
Se a dúvida surgisse entre colocar ou não o acento grave antes da palavra cidade, poderíamos raciocinar da seguinte maneira:
O verbo IR pede preposição A, isto é, quem vai, vai a algum lugar.
Sabendo isso, partiríamos agora para tentar perceber se, antes da palavra cidade, iremos colocar artigo. Para isso, utilizaremos a palavra CIDADE como sujeito de uma oração. Se nessa situação a palavra cidade admitir artigo, ocorrerá crase em nossa oração destacada. Vejamos:
A CIDADE É BELA.
Perceba que foi possível colocar artigo antes da palavra CIDADE e, dessa forma, podemos afirmar com certeza que poderemos colocar acento grave na oração destacada. Construiremos, portanto, assim:
VOU À CIDADE COM PEDRO.
______________________________________________________________________________
Vejamos agora outro exemplo.
EU ME DIRIGI A ELA NA REUNIÃO DO CONDOMÍNIO.
Colocar ou não acento grave antes do pronome ELA? Utilizemos a mesma técnica da oração anterior.
O verbo DIRIGIR-SE pede preposição A, isto é, quem se dirige, se dirige a alguém.
Percebido esse detalhe, partamos agora para saber se antes do pronome ELA pode-se usar artigo. Para isso, tente construir uma oração em que esse pronome funcione como sujeito.
ELA É BONITA.
Observe que agora seria impossível dizer “A ELA É BONITA”. Não é possível colocar artigo antes do pronome ELA
Sendo assim, não colocaremos acento grave na oração destacada, que continuará sendo escrita assim:
EU ME DIRIGI A ELA NA REUNIÃO DO CONDOMÍNIO.
_____________________________________________________________________________
LEMBRETE:
ESSA TÉCNICA NÃO FUNCIONA EM CASOS COMO O USO DO ACENTO GRAVE EM LOCUÇÕES FEMININAS, ANTES DA PALAVRA “CASA” SEM ESPECIFICATIVO, ANTES DA PALAVRA “TERRA” NO SENTIDO DE TERRA FIRME E ALGUNS POUCOS CASOS DE EXCEÇÃO.
Espero ter ajudado.
Um forte abraço,
Prof. Tiago Xavier
DOWNLOAD 2 MORFOLOGIA
CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA BAIXAR.
sábado, setembro 12, 2009
Caros Alunos:
Nessa semana, em uma de minhas aulas sobre classes gramaticais, ao tratar do assunto sobre numeral multiplicativo, afirmei que o número 12 deveria ser representado pela palavra DUODÉCUPLO. No entanto um aluno me surpreendeu com a afirmação de que a gramática na qual ele fazia consulta em plena aula possuía outra referência que não ao número 12. Fazia menção ao número 20. A gramática, bastante conhecida e renomada entre os gramáticos do Sudeste do país (Faraco & Moura), infelizmente traz uma informação falsa. DUODÉCUPLO, segundo o dicionário aurélio, faz referência a "doze vezes".
Espero ter esclarecido a dúvida de todos.
Um grande abraço,
Prof. Tiago Xavier
Caro Ivandro,
Como a palavra BOI indica semelhança em relação ao "PEIXE" (que na verdade não é peixe, mas sim mamífero), pode-se admitir duas flexões:
PEIXES-BOIS (SEGUINDO A REGRA GERAL)
OU
PEIXES-BOI (FLEXIONANDO SÓ O PRIMEIRO ELEMENTO, PELO FATO DE O SEGUNDO INDICAR SEMELHANÇA)
Espero tê-lo ajudado.
Um forte abraço,
Prof. Tiago Xavier
Prezada aluna,
Antes de tudo devemos definir o que é artigo e o que é preposição.
ARTIGO = classe de palavra que antecede um substantivo com a finalidade de determiná-lo.
Perceba as duas orações abaixo, muito comuns na fala do dia-a-dia:
Criança dá trabalho. ------- A criança dá trabalho
Quando não usamos o artigo antes da palavra criança, estamos tratando do “ser” criança, isto é, não se individualiza o elemento criança. No entanto, quando o artigo é usado, passamos a entender que se trata de uma criança em particular. Dessa maneira, o artigo cumpriu seu papel de determinar o substantivo.
PREPOSIÇÃO = palavra que liga outras duas palavras.
Perceba nas frases abaixo.
O carro de Pedro quebrou.
Falei com Maria sobre a viajem.
Note que as palavras “de” e “com” ligam, respectivamente, os vocábulos “carro -- Pedro” e “falei -- Maria”. Portanto devem ser classificadas como preposição.
No entanto creio que a dúvida a respeito da diferença entre artigo e preposição não venha de nenhum desses exemplos anteriores. Geralmente, quando se confundem essas duas classes gramaticais, acontece quando elas são representadas pelo vocábulo “A”, o qual pode funcionar como artigo ou preposição. Vejamos:
Fui a lugares paradisíacos.
Voltei a casa para pegar as chaves.
Observei a casa para saber se havia alguém nela.
Pedro concluiu a tarefa de casa.
Nos dois primeiros casos, o "A" funciona como preposição. Podemos perceber isso de diversas formas. No primeiro exemplo, o verbo "ir" pede uma preposição (quem vai, vai a algum lugar) e a palavra "lugares" não aceita artigo no singular já que se encontra no plural. No segundo exemplo, o verbo "voltar" também pede preposição (quem volta, volta a algum lugar) e a palavra "casa", por não vir especificada, não admite artigo.
Nos dois últimos casos, o "A" funciona como artigo. Nas duas ocorrências, os verbos (observar e concluir) são transitivos diretos, não admitindo, portanto, preposição posteriormente.
Espero ter ajudado.
Um forte abraço,
Prof. Tiago Xavier
sexta-feira, setembro 04, 2009

ASSUNTO: QUAL A DIFERENÇA ENTRE O QUE PRONOME RELATIVO, SUBSTANTIVO E CONJUNÇÃO?
Prezado, aluno:
A diferenciação entre essas três classes gramaticais é bastante simples.
A diferenciação entre essas três classes gramaticais é bastante simples.
Vejamos:
No período "Falei com a garota QUE me deu um presente." só podemos classificar o QUE como PRONOME RELATIVO se pudermos substituí-lo pelos elementos O QUAL, A QUAL, OS QUAIS OU AS QUAIS. No nosso exemplo poderíamos dizer então "Falei com a garota A QUAL me deu um presenta." Nesse caso, podemos agora afirmar claramente que a palavra QUE é um pronome relativo.
OBS: Lembre também que o pronome relativo substitui obrigatoriamente a palavra imediatamente anterior.
Em outro período, temos:
"Ele tem um QUÊ de mistério." O que agora é um substantivo, pode ser substituído pela expressão "alguma coisa" e sempre vem antecedido de artigo ou pronome.
Por último, temos a seguinte situação:
"Sei QUE você irá voltar"
Note que agora o QUE não se enquadra em nenhuma das situações anteriores. Ele agora vem funcionando como CONJUNÇÃO integrante e vem iniciando ma oração subordinada substantiva.
Espero ter esclarecido suas dúvidas.
Um forte abraço!
Prof. Tiago Xavier
quinta-feira, setembro 03, 2009

Prezada, aluna:
Sei que todos entram em uma instituição quando pretendem se preparar para concurso a fim de ganhar. No entanto pode contar comigo para quaisquer esclarecimentos sobre algo que você não tenha compreendido perfeitamente. Estou aqui para ajudá-la.
Vou criar uma situação comunicativa e associar os elementos da comunicação a ela. Lembre que os elementos da comunicação são essenciais e indispensáveis para que o processo comunicativo seja efetivado. Você , por exemplo, só consegue se comunicar porque utiliza os elementos da comunicação. A situação será:
Imagine que você está dirigindo um carro e à frente percebe que o semáforo ficou vermelho. A primeira atitude de um motorista é começar a frear. Mas por quê? Por que ele sabe que a cor vermelha, no trânsito, representa que se deve parar. Portanto vejamos. O emissor da mensagem é quem é responsável por colocar semáforos nas ruas que, no caso, é o DETRAN. O receptor é o motorista. Foi ele quem recebeu a mensagem de que deveria parar. A mensagem é a informação que se tenta passar para o receptor. Nessa nosso caso, a mensagem é PARE. O código usado foi não-verbal, isto é, para que o receptor pudesse parar não foi necessário utilizar palavras, mas apenas a COR, representanto que o motorista deveria parar. Note que as cores no trânsito têm diversos significados tais quais SIGA, ATENÇÃO e PARE (nosso caso). O canal é o suporte usado para sustentar e levar a mensagem até o receptor. Aqui em nosso exemplo, o semáforo serve como canal. Por último, temos o referente (situação). Em qual situação você estaria se estivesse dirigindo um carro? No TRÂNSITO. Esse, portanto, é o REFERENTE.
Em relação às funções da linguagem, lembre que esse assunto diz respeito a características que você pode encontrar em determinados textos. Quando você afirma que só compreende "poético" como sendo um poema, creio que confundiu funções da linguagem com gênero textual.
Vejamos exemplo:
Se falamos em TEXTO POÉTICO, devemos realmente lembrar diretamente de POEMA. No entanto, se falamos de FUNÇÂO DA LINGUAGEM POÉTICA, não falamos sobre um gênero textual específico, mas apenas fazemos referência a um conjunto de característica que não são só associadas a UM POEMA. Podemos encontrar rima em uma dissertação, em uma narração ou em outros gêneros. Podemos encontrar linguagem conotativa também em diversos gêneros textuais. Portanto, gênero textual não é a mesma coisa de função da linguagem.
Espero que eu tenha esclarecido suas dúvidas.
Caso elas persistam, entre novamente em contato comigo.
Um forte abraço!
Prof. Tiago Xavier
Sei que todos entram em uma instituição quando pretendem se preparar para concurso a fim de ganhar. No entanto pode contar comigo para quaisquer esclarecimentos sobre algo que você não tenha compreendido perfeitamente. Estou aqui para ajudá-la.
Vou criar uma situação comunicativa e associar os elementos da comunicação a ela. Lembre que os elementos da comunicação são essenciais e indispensáveis para que o processo comunicativo seja efetivado. Você , por exemplo, só consegue se comunicar porque utiliza os elementos da comunicação. A situação será:
Imagine que você está dirigindo um carro e à frente percebe que o semáforo ficou vermelho. A primeira atitude de um motorista é começar a frear. Mas por quê? Por que ele sabe que a cor vermelha, no trânsito, representa que se deve parar. Portanto vejamos. O emissor da mensagem é quem é responsável por colocar semáforos nas ruas que, no caso, é o DETRAN. O receptor é o motorista. Foi ele quem recebeu a mensagem de que deveria parar. A mensagem é a informação que se tenta passar para o receptor. Nessa nosso caso, a mensagem é PARE. O código usado foi não-verbal, isto é, para que o receptor pudesse parar não foi necessário utilizar palavras, mas apenas a COR, representanto que o motorista deveria parar. Note que as cores no trânsito têm diversos significados tais quais SIGA, ATENÇÃO e PARE (nosso caso). O canal é o suporte usado para sustentar e levar a mensagem até o receptor. Aqui em nosso exemplo, o semáforo serve como canal. Por último, temos o referente (situação). Em qual situação você estaria se estivesse dirigindo um carro? No TRÂNSITO. Esse, portanto, é o REFERENTE.
Em relação às funções da linguagem, lembre que esse assunto diz respeito a características que você pode encontrar em determinados textos. Quando você afirma que só compreende "poético" como sendo um poema, creio que confundiu funções da linguagem com gênero textual.
Vejamos exemplo:
Se falamos em TEXTO POÉTICO, devemos realmente lembrar diretamente de POEMA. No entanto, se falamos de FUNÇÂO DA LINGUAGEM POÉTICA, não falamos sobre um gênero textual específico, mas apenas fazemos referência a um conjunto de característica que não são só associadas a UM POEMA. Podemos encontrar rima em uma dissertação, em uma narração ou em outros gêneros. Podemos encontrar linguagem conotativa também em diversos gêneros textuais. Portanto, gênero textual não é a mesma coisa de função da linguagem.
Espero que eu tenha esclarecido suas dúvidas.
Caso elas persistam, entre novamente em contato comigo.
Um forte abraço!
Prof. Tiago Xavier
Assinar:
Postagens (Atom)





